Escrevo linhas sonolentas de páginas soltas por entre almofadas, que se viram para o melhor lado da cama. Aquele em que o sono tem cores e uma melodia silenciosa mas indescritível.
Talvez um dia perceba como as ondas se foram inundadas de sal. O carinho do mar, chuta para longe o medo que a areia sente em caminhar sozinha. Assim como a segurança que me dás sempre que o teu carinho nos envolve num mar só nosso. Um mar de palavras que nos formam e transformam. Se calhar, também eu não sei explicar a vida que somos capazes de dar às nossas ondas. Aos ecos profundos que se fazem ouvir por entre sorrisos em concha, que nos pertencem. A nós. É algo precioso a que tenho acesso até de olhos fechados. Para que sejas, para sempre, a imagem de um reflexo bonito e (não) desfigurado. Que permanece e é capaz de originar coisas tão (ou mais) fortes que ondas.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
"Aproveita que o namoro em biquinhos dos pés é o mais bonito"