
(...) Preciso de encher-me da tua imagem para a vida inteira que eu hei-de saber que é inteira. Preciso de ter um sítio onde se esteja bem. Onde esteja eu e não o que me dizem que é o mais plausível de ser eu. Um lugar oculto sem ninguém a testemunhar-me a vergonha. Porque tanta coisa a ser vergonha. Saber como comportar-me ser sensato ter propósitos. E a tua imagem aí- é bom. Eu sei. O teu perfil contra o longe das oliveiras. Contra a tarde clara do ar. E os teus olhos na distância em que estou e tu já não. (...) Quando foi que te conheci?
Vergílio Ferreira
in Até ao fim
(For ever)
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