
"Somos geridos tipo computador, baby."
"Não acho que acredites nisso."
"A tua existência no mundo é curta e não comandas, comandam-te. A tua liberdade não existe. Tudo o que vives é criado pelo teu psico imaginário e daqui a uns anos, quando acordares, é tarde. A vida passou-te toda ao lado porque, mesmo sem quereres, abdicaste dela para teres momentos de puro gozo e prazer. Como se nada mais existisse, nada mais tivesse sentido e lógica. (E não tem...) ... Amanhã é o dia do teu nascimento. Será que se correres ainda nasces?"
"Se esta vida não existe, por que razão irei eu correr em direcção à verdade?"
"Provavelmente não queres correr para nascer...porque a vida que gostas é esta."
"Isso é egoísmo..."
"Nada é real ! És um bonequinho com desejos e vícios. És como plasticina que te moldam a cada dia que passa. És moldado mesmo sem a tua própria vontade. Estás dentro de um jogo de computador mas não tens vidas extras. Um dia dão-te um tiro e morres. Nada mais continua."
"Por que terá que ser assim?"
"Talvez porque, se calhar, já não fazias mais sentido cá. Mas também... será que algum dia fizeste? Afinal...isto é tudo ilusório. Os que morrem nascem. Nós, apodrecemos."
"Os que morrem são aqueles que desejam ser os primeiros a descobrir a verdadeira realidade"
"Então, serei a próxima?"
"Não sei... queres correr?"
"... vou me sentar e curtir até poder"
2 comentários:
A forma como passas para o "papel" o que sentes, fascina-me! =)
gosto de saber isso (':
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