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domingo, 11 de maio de 2008


Se um dia te perguntarem de que cor é o sol, diz-lhes que o amarelo passou de moda e que o laranja se encontra em vias de extinção. Lembra-lhes que o nosso sol não é o mesmo que o deles. O nosso é transparente com tons de branco realçados como que se um esguicho de mil cores tivesse sido dado por (não) querer.
Poderiam considerar-me louca, mas o meu cérebro derrete(u)-se graças a um medonho nascer-do-sol que anuncia(va) aquele dia. E eu escondi(a)-me entre os meus membros: entrelacei os meus braços nos dedos dos pés e colei o tronco à minha perna direita. A minha cabeça voltou-se para baixo e eu vejo o chão no tecto e o tecto no chão. És(-me) superior e tens poderes de uma mítica figura de banda desenhada: caminhas no tecto e lutas para conseguires tocar com os dedos das mãos no chão. O truque é simples e de parvo não tens muito: o sorriso move(-te-nos) e tu alcanças o que querias. E o melhor é que, depois de o alcançares, ainda o queres. Então, a luta permanece e o sentimento que te suspende no ar como um astronauta, é constante. (E bom!)
É como se não existisse oxigénio e, por isso, elevas-te. Ou então, estou mesmo a enlouquecer e isto é um sonho; Criado por ti com a tua conhecida capacidade de o tornares tão estranhamente real (e magnífico!) Somos prova. Muitas provas de que não é preciso existir atmosfera para que as palavras sejam transmitidas e recebidas. Eu recebo-as e ninguém as ouve. Eu transmito-tas e ninguém dá por isso. Mas é real! (é?). Ridicularizas-me, positivamente, de uma forma exacerbada: baralhas-me os neurónios e fazes desaparecer as sinapses. Dificultas-me a capacidade de interpretação:
Afinal, de que cor é o sol?

1 comentário:

m. disse...

É da cor que tu quiseres. Daí a sua (verdadeira) beleza.

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