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terça-feira, 20 de novembro de 2007

E por momentos, chama...



Escreveram-nos com a cera ainda quente duma coragem imensa.
Acendeu-se uma chama com luz incandescente. O brilho reflectia-se nos teus olhos como se fosses sempre explodir de alegria. Alegrava-me cada gesto, cada toque e sorriso. Eram mágicos e deambulantes tal como a chama que se movia ao sabor e às emoções do sentimento. Permanecia acesa, tal como as vontades que incidiam entre nós. O fumo distante causava-me tonturas caóticas e desconfortantes. Levava-me para longe e intoxicava-me de uma forma dura e pesada. Fomos protegendo a chama como com parêntesis que nos iam protegendo também a nós próprios. Que nos socorriam através do soro das nossas palavras e das nossas atitudes.
Tornou-se rapidamente no nosso maior e mais precioso tesouro. Algo para que lutávamos todos os dias mesmo que as chuvas e os ventos mais fortes se instaurassem.
Mas foi como se fôssemos lenha molhada de mal-entendidos e conflitos. Mesmo sendo essa chama gigante, continuávamos a queimar-nos. As cinzas eram cada vez maiores e a força começou a sumir-se, lentamente, quase sem darmos conta. Também a lavareda perdeu grande parte da sua tonalidade e do seu calor. Estava a ficar frio.. parecia Inverno mesmo com o sol a adquirir cores tão berrantes e fascinantes.
Esquecemo-nos. Pusemos de parte a motivação da chama. Perdemos o seu brilho, aquela luz gigante que fazia magia. Lembras-te?
Mas quanto à fadiga que a soprou, ainda hoje a considero inexplicável.

2 comentários:

Anónimo disse...

O teu brilho encandeia-me...

Anónimo disse...

mesmo assim nao deixes a chama apagar-se se te faz enregelar. nao a protejas mas coloca a onde a possas ver. ela foi bonita. ela continua a ser bonita não continua?

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