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sexta-feira, 9 de novembro de 2007




Foi mágico. Foi mais que música destinada. Foi poesia artisticamente deambulante, acompanhada de sentimentos ofegantes em musicalidade. Um passar por emoções perfeitamente (des)conhecidas que moeram, doeram e corroeram. E corroeram tão profundamente que esgotaram. Esgotou-me, por completo.
Fermentou-nos, à "chuva", uma saudade arrepiada onde não há lugar racional e nos deixamos levar...
Apaixonaram-se os apaixonados, adormecidos numa insónia febril e tão incrivelmente agressiva. O seu suspiro lento, resultado de uma forte vitória merecida, moveu-nos. Moveu-nos até à sua tão intensa "feira", desérticamente rica. "Foi a cima, foi abaixo" e perturbou-nos de uma forma horrivelmente boa. Guiou-nos ao rubro da sua leveza e cristalidade através dos "transparente"s mistérios, revelados ao longo de toda a noite. Canta dentro e por dentro. Explode-nos absurdamente.
E porque ela dança o fado, ontem ensinou-me também a dançar o "meu fado". Conseguiu encantar-me. E eu gostei.
E se para mim era Inverno, rapidamente se tornou "Primavera". Porque ainda há cavaleiros "monge" que nos perturbam num som que magoa, de tão inexplicável que se torna.

Além de incrível, foi bonito.


Mariza,
Pavilhão Atlântico Novembro 07
(E porque foi na nossa "terra", "gente" !)

2 comentários:

Anónimo disse...

Apesar de não ser o meu género, é impossivel negar a quantidade de emoçoes e sentimentos que a música dela trnsmite a quem a ouve! é como se naquele espaço de tempo, voltásse-mos atrás, e recordásse-mos o que de melhor já passámos e vivemos! faz-me lembrar uma pessoa... simplesmente uma canta, e a outra escreve! =) amt

joanamarques_ disse...

O que eu dava para ter ido ver esse concerto...

Fantástica mesmo...

Beijinhos**

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