
Deixo-me ficar. Permaneço. Aqui. No sossego de uma sossegada companhia, sozinha. Os pensamentos que atravessam o lobo occipital do meu cérebro, (não) me-nos deixam resistir ao teu intenso cheiro que preenche todas as vias respiratórias do meu nariz. Ligas (me) todos os sentidos e dás orientação aos meus (des)medidos reflexos que não possuo, mas que os tenho sempre que te aproximas.
Enquanto lá fora toda a gente se inunda de vozes eufóricas pintadas de lilás e amarelo, eu tenho phones nos ouvidos de uma música silenciosamente boa. É, também, uma música rica em tonalidades em que os gestos nos equilibram e nos mantêm sorridentes através do olhar intenso e caloroso que (me) provocas.
Lá fora, enquanto chovem banalidades de uma vida tão monótona e fútil, sou milionária (cá dentro). Por viver o que vivo e por poder falar do que falo.
Observamos entre esqueletos desconjuntados, mais um dia. Os lençóis (vivos) transformam-nos em seres humanos preguiçosos e com falta de vontade de voltar lá para fora.
Aqui é que se vive bem, não é meu amor?
As minhas sardas estão estampadas na (nossa) almofada e o teu olhar semi-fechado atravessa os quentes cobertores e provoca(-me) cócegas. Que originam risos e sorrisos de uma felicidade contagiante. E verdadeira.
E é sempre só mais um copo de vodka e um cigarro,
já aí vamos.
2 comentários:
Monótona (decrescente) é a função f(x) - PIADA. Não os teus rituais certamente, não a tua escrita. Essa, cresce cada vez mais.
olha escreves-te :)
Enviar um comentário