Contribuidores

sábado, 29 de julho de 2006

Saudades

Saudades! Sim... talvez... e porque não?
...Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca

(Mesmo que a chuva apareça repentinamente no nosso Mundo, proteges-me sempre.)


2 comentários:

joanamarques_ disse...

Eu gosto tanto desse poemaaa!!!

E a verdade é que voces sao uns lindinhos =D

Bjinhos

Anónimo disse...

Pois somos Joana! :) Cá estarei para te proteger dessa chuva manhosa que teima em molhar-nos.

Seguidores